Sinto falta dos parques de diversões em que você não precisa pagar para entrar, paga na bilheteria para utilizar os serviços do parque e pronto, acabou, divirta-se. Não desisto facilmente e continuei a bravata, só para descobrir que NÃO EXISTEM MAIS PARQUES DE DIVERSÃO.
Claro, se eu for à praia vou encontrar um parque que atenda aos meus requisitos, mas para isso terei de ir à praia, o que não é uma má idéia, mas eu queria tanto encontrar um ao qual eu pudesse ir quando me dá na telha... eu trabalho, sabem?
Fliperamas? Puxa, essa palavra nem existe mais no vocabulário. Agora é Playland. Com a porra do Rad Mobile de sempre, as máquinas decadentes de caçar bichos de pelúcia que eu posso comprar por um real no Largo da Batata.
Daí parei para pensar que esses parques existiam quando eu era criança sim, mas eles foram engolidos pela massa cinzenta de shopping centers da cidade, é onde eles estão agora. Nada de roda gigante a céu aberto (não, eu não quero ir ao Playcenter), nada de cores e luzes. Tudo dentro de um bloco de concreto. E meus preciosos fliperamas viraram ponto de tráfico no centro da cidade. Os únicos.
Minhas fadas morreram. A modernidade tirou uma porrada de entretenimentos simples que antes eram comuns. A tal praticidade e etc. O estacionamento para mais de três mil carros. As lojas de departamento, cada vez mais artificiais e falsetas.
Eu detesto shopping. Já odiava o cheiro de escada rolante que eles emanam, esse cheiro horroroso de lugar fechado e higienizado sistematicamente para iludir a multidão
Eu sei, eu sei, menina romântica, o mundo não tem mais lugar para esses desejos simplórios. Se quiser ver alguma coisa rolante, será a escada do shopping mesmo, ou a porta giratória do banco (IUPII!!).
Minhas fadas morreram. UMA MACA, PELOAMORDEDEUS UMA MACA PARA MINHAS FADAS, TALVEZ ATÉ UM LANÇA PERFUME???
Tá, já deu. Vou encher a cara que eu ganho mais.
Ai,ai...

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